O presente era 1963 e o futuro, 3978. Para a maior parte dos produtores de cinema da época, a obra do escritor francês Pierre Boulle, "Le Planèt des Singes", ou "O Planeta dos Macacos" em português, nada mais era do que um provável fracasso de bilheteria que ninguém se atrevia a arriscar.
O livro de Boulle originalmente conta a história de um planeta parecido com a Terra dominada por símios. Os humanos são escravizados e tratados como animais submissos. O protagonista é o jornalista Ulysse Mérou, a bordo de uma espaçonave acompanhando a experiência de dois cientistas com macacos.
Para chegar ao cinema pela primeira vez, o texto sofreu uma série de cortes e adaptações devido à inviabilidade da narrativa de alto custo para as limitadas tecnologias cinematográficas da época. Somente depois de conseguir o apoio de Charlton Heston, ator premiado em "Ben-Hur", foi que o filme engatou de vez.
Produzido pela 20th Century Fox, o roteiro chegou às telonas com mudanças no texto original. O protagonista é George Taylor, um astronauta norte-americano. O planeta em que viviam os símios era a própria Terra, mas as tecnologias ainda eram rudimentares, diferente do livro em que esses macacos viviam em megalópoles como Paris e Nova Iorque.
A grande aposta foi na maquiagem do atores que eram submetidos a seis longas horas de preparação. Esse investimento deu resultado e a verossimilhança com macacos foi muito aplaudida pela crítica.
O filme foi lançado em 1968, e agradou desde o público leigo até os fãs do gênero ficção-científica. "O Planeta dos Macacos" tornou-se um clássico do cinema e foi o primeiro longa de ficção a ganhar sequência.
Em 2001, o diretor Tim Burton lançou um remake. Dessa vez com mais recursos financeiros e tecnológicos, o público voltou aos cinemas para aplaudir os novos gráficos e maquiagem, ambientação e roteiro. A história do astronauta George Taylor permaneceu em sua essência.
Estreia
O novo longa, "Planeta dos Macacos: A Origem", será lançado dia 26 deste mês e conta como tudo começou: desde as experiências científicas com os símios que se tornam racionais até a revolução deles para subjugar o ser humano.
Dessa vez, os efeitos especiais tiveram mais gastos que caracterização, pois o protagonista, Chimpanzé Caesar, foi criado por computação gráfica usando a tecnologia de "performance capture", a mesma de "Avatar", que capta movimentos e expressões dos atores.
Nos Estados Unidos, a bilheteria dos dez primeiros dias arrecadou 105 milhões de dólares, superando seu orçamento de 93 milhões.
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O livro de Boulle originalmente conta a história de um planeta parecido com a Terra dominada por símios. Os humanos são escravizados e tratados como animais submissos. O protagonista é o jornalista Ulysse Mérou, a bordo de uma espaçonave acompanhando a experiência de dois cientistas com macacos.
Para chegar ao cinema pela primeira vez, o texto sofreu uma série de cortes e adaptações devido à inviabilidade da narrativa de alto custo para as limitadas tecnologias cinematográficas da época. Somente depois de conseguir o apoio de Charlton Heston, ator premiado em "Ben-Hur", foi que o filme engatou de vez.
Produzido pela 20th Century Fox, o roteiro chegou às telonas com mudanças no texto original. O protagonista é George Taylor, um astronauta norte-americano. O planeta em que viviam os símios era a própria Terra, mas as tecnologias ainda eram rudimentares, diferente do livro em que esses macacos viviam em megalópoles como Paris e Nova Iorque.
A grande aposta foi na maquiagem do atores que eram submetidos a seis longas horas de preparação. Esse investimento deu resultado e a verossimilhança com macacos foi muito aplaudida pela crítica.
A maquiagem era muito pesada e por isso alguns atores não conseguiam falar. O áudio foi dublado para compor o filme
O filme foi lançado em 1968, e agradou desde o público leigo até os fãs do gênero ficção-científica. "O Planeta dos Macacos" tornou-se um clássico do cinema e foi o primeiro longa de ficção a ganhar sequência.
Em 2001, o diretor Tim Burton lançou um remake. Dessa vez com mais recursos financeiros e tecnológicos, o público voltou aos cinemas para aplaudir os novos gráficos e maquiagem, ambientação e roteiro. A história do astronauta George Taylor permaneceu em sua essência.
Estreia
O novo longa, "Planeta dos Macacos: A Origem", será lançado dia 26 deste mês e conta como tudo começou: desde as experiências científicas com os símios que se tornam racionais até a revolução deles para subjugar o ser humano.
Dessa vez, os efeitos especiais tiveram mais gastos que caracterização, pois o protagonista, Chimpanzé Caesar, foi criado por computação gráfica usando a tecnologia de "performance capture", a mesma de "Avatar", que capta movimentos e expressões dos atores.
Nos Estados Unidos, a bilheteria dos dez primeiros dias arrecadou 105 milhões de dólares, superando seu orçamento de 93 milhões.






